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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Inferno astral

Descobri que inferno astral existe mesmo. Só que na cabala ele é encarado de outra forma: como uma oportunidade de fazer escolhas e deixar para trás o que não é bom.

Assim parece ser mais fácil de encarar o final da relação, os problemas no trabalho e o que parecer ser uma maré de azar.

Mas são só as coisas que me consumiam indo embora e abrindo espaço para o bom e o novo. Tudo o que me sugava tempo e energia.

Agora preciso aprender a investir esse tempo e essa energia em mim. E escolher deixar as coisas que já não servem mais embora de uma forma tranquila (obrigada, Camila).

Estou descobrindo como escolher lidar com o que sinto. Falar é fácil e há muitos textos por aí com ótimos conselhos. Mas praticá-los é a chave. Respirar fundo e decidir não ficar mal por uma foto, deixar a lembrança passar, olhar mais para dentro do que parar fora. É um esforço constante. E é um processo de conscientização intenso decidir que não quero mais isto ou aquilo. Que não agirei assim de novo. Que se me modifica de maneira negativa, não serve. Que se divide ao invés de multiplicar, fico no prejuízo depois. Que mereço mais e melhor.

E eu quero isso.

Que este novo ciclo venha cheia de coisas boas porque eu mereço!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Dia de enterrar o passado

Hoje é dia de Finados. Mas não é só morto que se enterra. O passado também deve ser enterrado. Mas não daquele jeito despretensioso de jogar a poeira pra baixo do tapete. E sim finalizado, acabado, resolvido e encerrado.
Acabei de ter uma relação encerrada. Ou melhor, encerraram por mim. E fiquei aqui com tudo para organizar: meus sentimentos, as prateleiras vazias, o futuro interrompido.
A relação já estava acabada, não funcionava mais; mas tomar a decisão é sempre difícil. Balancear os pontos positivos e negativos, as coisas boas que só ele faria por mim. E tudo o que não fez.
O mais difícil são os primeiros dias e as pequenas coisas. Encontrar aqueles potes de maionese que só ele comia. Ficar alerta ao ouvir barulho de moto. Desfazer os porta-retratos. Apagar as fotos. Jogar fora as pequenas lembranças que eram guardadas. Deletar as mensagens. Não ter mais contato com a família e os amigos que tinham vindo com ele.
Enfim, reorganizar a casa e a vida.
E assim se passa todo um feriado organizando a vida nova que está vindo. Com a ajuda da família, dos amigos e muito amor próprio.

sábado, 3 de janeiro de 2015

De que tipo de energia precisamos em 2015?



Nesses tempos de festas, celebrações, luzes e enfeites de Natal fico pensando em três coisas: fazemos o horário de verão para economizar energia, mas ela é gasta com a decoração de final de ano; é quase impraticável viver sem energia elétrica nessa época de mundo virtual; de qual energia realmente precisamos para viver?

Deixando de lado a conta de luz, me vi sem energia elétrica por quase 24 horas na semana entre o Natal e o Ano Novo agora no final de 2014. No início causa estranhamento: a wifi não funciona, não se pode aquecer comida no micro-ondas, o telefone também não tem sinal, nossos olhos demoram a se acostumar com o breu e tentamos lembrar das coisas que se pode fazer sem depender da invenção de Thomas Edison.

E descobri muitas atividades interessantes para fazer: conversar olhando nos olhos, jogar canastra, rir com os amigos, sentar ao lado do fogão à lenha, tocar flauta doce, imaginar formas nas sombras projetadas nas paredes (sim, Platão), namorar, dormir... Enfim, usem a imaginação de vocês também. Mas o fato é que a energia realmente necessária é a vital: é a presença das pessoas que nos fazem bem. Essa é insubstituível e não há simulador que dê conta ou luz que reproduza o brilho de um olhar.